O dia começou bem. A bordo de um avião bimotor estavam oito nervosos passageiros numa lotação máxima de 12.

As hospedeiras, nervosas, iam dando a sinalética habitual. Os nervos deviam-se ao facto de ser a segunda vez que este avião e esta companhia voavam para a ilha de Agatti, tendo a primeira ocorrido duas semanas antes. Apesar de tudo, uma hora e quinze minutos depois aterravamos em Agatti, já depois de nos termos babado com a paisagem durante a aproximação à pista. Com 9 Kms de comprimento e 2,7 Km’s quadrados, Agatti é uma tira de areia branca cercada por uma lagoa azul turquesa. Daquelas que quase só existem na imaginação de cada um nós.

Mas esta existe mesmo, apenas se tornando real quando se põe os pés na areia branca e o mar se desenrola à nossa frente. O transfer do aeroporto até ao hotel foi feito... a pé! Apenas três minutos separam os dois. Tratadas as formalidades foi vestir o fato de banho e correr os quinze metros que separam a varanda do quarto do mar.

Era tudo o que se esperava e ainda mais. Em cinco minutos, boquiabertos viamos uma tartaruga marinha a vir à superficie respirar a dez metros de nós. Nem parecia verdade!

Mas era, e foi rapidamente que nos habituamos a vê-las um pouco por todo o lado e a toda a hora. A água do mar está a 30ºC, e um vento quente sopra constante. A monção está quase aí e a lagoa, habitualmente plana como um lago está agora ondulada. Em redor da ilha estão alguns dos melhores locais de mergulho na India. Tubarões de recife, tartarugas, raias, e uma panóplia de peixes habitam estas águas transparentes e são faceis de ser vistos.

A visibilidade debaixo de água chegou aos trinta metros, o que é assombroso. Sapatos e chinelos nem vê-los, nestes dias somos livres destes acessórios e roupa só mesmo para as refeições. O hotel tem um buffet ao almoço e ao jantar, a comida na sua totalidade é indiana e nos dias que correm já começamos a sentir falta de algumas coisas como pão e outras coisas que em casa são habituais. Planeamos passar estes ultimos dias de barriga para o ar a aproveitar o sol e esta fantástica praia, e é isso exactamente que temos feito.

Dormimos, comemos, praia, mergulho, praia, comemos e dormimos. Ficamos na praia até ao fim do dia e vemos o pôr-do-sol do pontão. À noite, depois do jantar, fazemos passeios pela areia. Estes passeios foram abortados devido ao elevado numero de caranguejos enormes que se passeiam pela praia e que põem alguém nervoso. Adivinhem quem, eheheh.
Temos conhecido pessoas muitos interessantes aqui, americanos, alemães, ingleses, canadianos. De tudo um pouco, sendo que somos os primeiros portugueses a ficar nesta ilha, segundo rezam os registos. Tinhamos que ser primeiros em alguma coisa.
Deixo-vos as fotos do que nos rodeia aqui, Um verdadeiro paraíso.
Até breve,
Helder e Pinta
