Terça-feira, Setembro 20, 2005

Conclusão, irá ser publicada!



Tinha referido que iria escrever um ultimo post em jeito de conclusão, pois bem irei escrevê-lo e irei colocálo aqui ao mesmo tempo que for editado no suplemento "Fora de Série" de sexta feira do jornal Diário Económico em data a anunciar, num total de 15000 caracteres ( 5 a 6 páginas ) irá ser capa do suplemento, estando prevista a publicação para Fevereiro ou Março de 2006. Estava prevista a publicação para Janeiro mas por uma questão de oportunidade de capa foi adiada a publicação. Ainda estou em processo de escrita do mesmo por isso não me irei adiantar mais. Paciência e esperemos um pouco até lá.. e até lá um abraço.

Helder Gonçalves

Segunda-feira, Setembro 19, 2005

Trekking e sem duvida aventura


Apos interminaveis horas de carrinha e barco, chegamos a Mai Chau para almocar numa casa de estacas da etnia Thai. Almocamos no chao, sentados em esteiras, mas apesar da dor de costas, a comida estava fabulosa, um preludio dos dias que se seguiam. Partimos a pe e de mochilas a's costas para uma caminhada de 2 a 3 horas ate a uma aldeia Mong, onde iamos dormir. O caminho foi sempre a subir, mas mesmo assim nao custou muito. Esta e' uma aldeia isolada num vale semi alagado e de caminhos enlameados fruto das recentes chuvas. Benditas botas!!! Tomamos banho de balde e a casa de banho e' um buraco no chao. Apesar de isso tem parabolica e leitor de DVD!! O progresso tecnologico chega ca' mais rapido que o saneamento basico.
A cozinha cheia de fumo, uma fogueira no chao, um wok e pouco mais, e' o que e' necessario para preparar um belo jantar. Quando pensavamos que iamos passar fome, foi quando comemos melhor. A nossa cozinheira e guia Zui (engenheira civil, recem licenciada) preparanos o jantar sem descanso apos a caminhada. A noite cai rapido e esperasse que passe rapido tambem, pois faz frio e os bichos sao muitos, para desconsolo da Pinta, exagero dela!! Apenas uns gafanhotos e umas melgas.
No segundo dia, a caminhada ja foi mais complicada. Foram cerca de 7 horas quase consecutivas a andar, por caminhos de bufalos que apesar de serem a descer muitas complicacoes trouxeram a todos nos. A lama escorrega muito e o caminho parece nao ter fim. O nosso guia Duong mente-nos constantemente acerca do tempo restante de caminhada. O desespero e' grande e a fome tambem, pois o almoco nao passou de um pao e umas frutas. Chegados a' aldeia de etnia Thai so nos restava tomar um banho no rio local, rodeados de bufalos e de campos de arroz. Soube a pato!!!!
Dado ser uma rota recente as pessoas veem-nos como algo de verdadeiramente diferente, a ponto de se juntarem para nos virem ver. Sentimo-nos observados como os animais no Zoo. As pessoas sao inocentes e muito simpaticas. Ao inicio timidas depois curiosas, por fim havidas de saber coisas sobre nos. Acabamos a noite com a aldeia toda dentro da nossa casa, sentados no chao, a tocar viola e a cantar musicas vietnamitas. Este foi o momento alto desta viagem, a empatia foi tao grande e mutua, que nos sentimos em casa. No terceiro dia, chovia a potes mas mesmo assim tivemos que caminhar durante 2 horas, ja que o carro nunca nos conseguiria ir buscar uma vez que nao existem estradas para carros apenas para bufalos. Os caminhos estavam enlameados e cheios de sangue-sugas que se nos agarram as' pernas e nos chupam o sangue. A Pinta e a Sonia sofreram este ataque, apesar de so terem dado contas uns km mais a' frente ja que nao se sente nada!! Tivemos que caminhar mais para alem do ponto de encontro com o carro pois havia varias derrocadas de lama e pedras brutais que impediam o acesso. Debaixo de uma chuva incessante e impiedosa, molhados ate aos ossos, foi com alegria que vimos finalmente a carrinha. Estas carrinhas sao verdadeiramente tanques de guerra, atravessamos rios e caminhos de lama onde tinhamos de sair da carrinha para que esta pudesse passar.. Isto hoje foi mais trakking underwater que outra coisa. Com dores de costas e pernas cansados e cheios de maselas aterramos em camas verdadeiras em Hanoi e nem queriamos crer que era verdade, noites mal dormidas no chao e caminhadas de dias inteiros nao sao nada comparados com a alegria de ver a genuina felicidade estampada no rosto destas pessoas que apesar do modo simples e duro de viver sao verdadeiramente felizes. Uma licao para todos nos que tudo temos e que pouco felizes somos com isso. Amanha sera um dia livre para descansar e fazer as ultimas compras antes de regressarmos. Este e' o nosso ultimo post aqui no Vietname, irei fazer outro ja em Portugal em jeito de balanco, uma grande abraco a todos vos e ate ja.

Helder, Pinta e Sonia.
16, 17 e 18 de Setembro de 2005.

Halong Bay - O postal

E' sem duvida a oitava maravilha do mundo. Este conjunto de mais de 3 mil ilhas que surgem do mar como gigantes imponentes e magicos. Navegamos por entre eles com a sensacao de estarmos num qualquer filme. A sensacao e que somos pequenos e que existem tantas coisas no mundo ainda para ver. A profundidade da baia nao ultrapassa os oito metros, a agua verde esmeralda e' quente mas nao demasiado. Antes de almocar um mergulho numa praia deserta com um cenario de um filme do James Bond!!

Almocamos a bordo do barco e a' deriva, onde o silencio contrastava com o constante e irritante buzinar das grandes cidades. Embalados e de barriga cheia de gambas, peixe grelhado, spring rolls (uma especialidade daqui) e como nao podia deixar de ser o arroz, adormecemos no regresso. A nublina criada pela humidade, faz lembrar as paisagens da Nova Zelandia, no filme do senhor dos aneis. Os montes mais afastados ficam como se de fantasmas se tratassem mudando a' medida que nos aproximamos para uma cor de um verde floresta tropical.Regressamos a Hanoi de barriga e alma cheia, esperanos 3 dias de trekking nas montanhas a norte de Hanoi, sem telefone, sem saneamento basico onde iremos dormir nas casas de algumas das 53 minorias etnicas do Vietname. Ate ao nosso regresso.

Helder, Pinta e Sonia.
15 de Setembro de 2005

PS - obviamente que nao vamos ter internet...

Halong Bay - A expectativa

Hoje partimos para Halong Bay, o postal ilustrado do Vietnam esperanos. A expectativa e' grande.. Mas so amanha iremos para a baia.
Note-se que aqui em Hanoi ha poucos restaurantes de rua, pudemos percorrer a parte antiga da cidade onde o movimento e' muito, onde as lojas se atropelam pelo passeio numa variedadee infindavel de roupa, brinquedos, oculos, comida, electronica.
As ruas dividem-se por zonas, onde se pode encontrar determinado tipo de produto, um deles sao oculos de sol e graduados a precos convidativos ( 5 USD ).
Aqui nem tudo sao coisas bonitas, junto ao passeio corre um fio de agua de origem nao muito clara e onde nao e de todo improvavel ver a passar uns amiguinhos roedores de bom porte. Esta e' uma constante nas grandes cidades e mercados. Isto para delirio da Pinta que grita de emocao quando os ve^, tanto assim que ate trepa paredes ou a cadeira mais proxima.
Deixando a cidade e a caminho de Halong bay podemos constatar que na traseira de motos, em gaiolas, seguiam caes amontoados uns em cima dos outros com a lingua de fora!!! Inocentemente perguntamos ao guia para o que era. Ao que este explicou que era para comer!! Meu deus minha rica Bolota!! O norte dado a influencia chinesa tem um palato mais diversificado, incluindo tambem o gato. Este tipo de coisas certamente nao provaremos, ficamos apenas pela cobra.
Sem duvida este e mesmo o outro lado do mundo, poder viver estas experiencias so nos enriquece, a forma e o modo como o faz depende da maneira de cada um ver as coisas. Certamente em pouco tempo sairemos daqui com uma visao muito diferente do mundo em que vivemos, onde a diversidade das culturas e' a nossa riqueza, embora por vezes nos pareca muito estranha.

Helder, Pinta e Sonia.
14 de Setembro de 2005.

Quinta-feira, Setembro 15, 2005

O Despertar Vermelho - Hanoi



Inteiros, alimentados embora mal dormidos e sem baratas a' vista despertamos ao som de um comunicado em Ingles pelos autifalantes do comboio onde nos foi dado a conhecer numa voz formal, juvial e empolgada a forca e a conviccao da voz do povo na pessoa do partido dos trabalhadores, afinal de contas nao nos podemos esquecer que estamos num pais de um so partido e onde o fervor vermelho se sente nas ruas e ja menos nas pessoas.

Juntos aos varios lagos que exitem em Hanoi a's 5h da manha ja se pode ver uma grande quantidade de pessoas de varias idades, muitos idosos e jovens praticando ora Taichi, ora badminton ou mesmo a simples corrida. Um despertar diferente o deste povo vietnamita.


Este tipo de actividade matinal pode-se ver um pouco por todo o lado, especialmente o Taichi, no entanto muito mais focalizado nas grandes cidades sobretudo nos parques ou nos telhado das casas que normalmente albergam um pequeno jardim. O Bonzai aqui e' muito comum alem de toda a gente ter varios, ha mesmo mercados especificos onde se podem comprar.
A influencia comunista aqui e notoria, tivemos a oportunidade de visitar o mausuleu de Ho-Chi-Minh,onde esta o seu corpo embalsamado. As medidas de seguranca sao rigidas, para alem de as pessoas serem revistadas nao se pode levar absolutamente nada connosco. A entrada neste sepulcro e' feita em silencio com os bracos paralelos ao corpo e sem que as maos se pudessem cruzar. A sala esta a uma temperatura constante de 16 graus e onde uma guarda de honra de homens de branco armados com metraladoras equipadas com baionetas se encontram junto ao corpo. Este mausuleu foi construido no mesmo lugar onde este leu a declaracao de independencia em 1945. Ha' vietnamitas que quando passam pelo tumulo choram, outro mundo este..mesmo.


Helder, Pinta e Sonia
13 de Setembro de 2005

Segunda-feira, Setembro 12, 2005

Humidade no rio do Perfume

Esta cidade nao deixa grande marca em nos, o rio do perfume perde para o delta do Mekong, perde pela originalidade e pelo conteudo.
Aqui a descida de um rio largo onde nao ha grande vida nas margens a excepcao de umas quantas pessoas que vivem da extraccao de areias, pouco mais. O percuso inclui a visita a um pagode budista e a tumulos de reis com menos de um seculo. Partiremos esta noite para Hanoi via um comboio que faz a ligacao durante umas boas 11 horas.

A' medida que se aproxima a hora de entrar para o comboio o nervosismo aumenta pois os relatos que temos nao sao abonatorios, nada mesmo.
Os relatos pintam um quadro negro de uma noite mal dormida, num comboio com baratas onde a comida que e' dada e' tudo menos recomendavel e tambem a presenca dos amigos do alheio.

Helder, Pinta e Sonia
12 de Setembro de 2005

PS: Esta ultima foto e a Pinta a meditar em posicao de flor de lotus.Eheheh

Domingo, Setembro 11, 2005

Hue, a cidade proibida

Cidade histo'rica, foi capital durante uns bons anos e residencia dos reis da Indochina, a indochina era constituida pelo vietname, Laos e Cambodja. Os franceses eram quem governava o pais porem mantendo o rei e toda a sua corte mas apenas de fachada. E' uma cidade onde pudemos ver de novo os rikchaus nas ruas. E' uma cidade dividida em dois pelo rio do perfume, de um lado a zona "nova" e do outro a zona da cidade proibida com as suas muralhas e palacios.
Mais uma vez grande parte deste patrimonio foi destruido pelas consecutivas guerras e invasores, desta feita coube aos franceses esta bela tarefa. A fortaleza esta praticamente intacta e alguns dos palacios do governo estao ainda em bom estado de conservacao fruto da ajuda do turismo nestes ultimos anos como motor para a restauracao deste patrimonio. a cidade proibida, bem, podemos dizer que a parede proibida pois que para alem da paraca central tudo o resto sao.. campos de erva.

Existem alguns palacios satelites recentemente recuperados a partir de fotos, e' curioso, que os proprios fanceses tiraram e que tem servido de documentacao base para a reconstrucao desta cidade. Existem zonas originais, mas muito poucas, os planos originais estavam na biblioteca que tambem curiosamente foi queimada pelos franceses, que malandros estes franceses, tre' bien mons amies. Neste momento ja desconhecemos por completo o que e comer de faca e garfo, tenatamos no outro dia mas ja nao dava jeito, por isso .. quando voltarmos vamos ter de aprender novamente a comer.
Temos como companheiros de viagem 3 espanhois, peco desculpa, catalaos, eles ofendem-se se lhes chamamos espanhois. Chamam-se Enrique, Carmen e Victoria e sao de Barcelona, são porreiros no entanto têm tido alguma dificuldade com os guias, pois nao falam Ingles e estes só falam Ingles, e claro de Portugues tambem nao percebem grande coisa, mas estao a aprender. Conclusao, tenho tido oportunidade de praticar o meu castelhano com eles o que muito me agrada, ehehhehe.

Helder, Pinta e Sonia
11 de Setembro de 2005


P.S.: A ultima foto e' de um daqueles restaurantes de rua que vos falei, apetitoso nao?!

Praia, Mar a 30 graus e areia branca

Nao soa a Vietnam pois nao? Pois acreditem, a praia antes frequentada pelos soldados americanos e que ate deu origem a uma serie que se chamava China Beach. Esta praia de coqueiros e areia branca tem uma extensao de 30 Km. A a'gua e' tao quente que nem da para aliviar do calor que se sente, pois o centro e' a zona mais quente e humida do Vietnam.
Chegamos aqui a partir de Hoi An onde alugamos uma bicicleta por 10000 Dong por dia, a praia fica a 4 Km.
Para terem uma ideia ainda nao gastamos mais de 4 dolares por pessoa por refeicao, e num restaurante referenciado no guia como medio, e com uma refeicao de 5 pratos.
Hoi An e' segura, possui uma populacao de 75000 pessoas e ja' andamos na rua a's 23h, o que e' tarde dado que as pessoas jantam a's 17h/18h.
A atraccao principal aqui sao as ruinas da civilizacao Cham, cuja cidade sagrada foi destruida em 80% pelos americanos em 1967 pois albergava os VC, e a industria da seda e vestuario. a vila de Hoi An tem casa com mais de 300 anos onde a influencia chinesa e bem grande dado ter sido um porto importante no passado.
A costa nem sequer e' referenciada como ponto turistico, o que e' no minimo estranho pois e de facto excelente. Tenho a certeza que daqui a 5 anos tudo isto tera' mudado e o Vietnam sera' apenas mais um destino plastificado e pouco original de resorts de luxo. Por isso apressem-se a vir ca' pois a originalidade comeca a escassear e aqui grande parte das pessoas ainda continuam autenticas.

Helder, Pinta e Sonia
10 de Setembro 2005

Tecidos agulhas e sapatos

Chegados ao centro do Vietname, Hoi An, terra da seda, dos alfaiates e fazedores de sapatos a' medida. Aqui pode-se fazer um vestido, ou um fato a partir de uma simples fotodo mesmo e da presenca do cliente numas meras 24 horas e ate menos se este estiver com pressa.
Os sapatos a' medida a mesma coisa, embora se se estiver com pressa eles fazem o sapato enquanto se almoca na esquina. Obviamente que isto tudo por um preco bastante convidativo, um conjunto de calcas e blusa para uma das espanholas que viaja connosco custou 20 Euros, e estava muito bem feito.
Esta cidade encontra-se situada no litoral junto ao mar da china e e atravessada por um rio que desagua a 5 Km. A cor do rio para variar e castanha devio a quantidade de sedimentos que este transporta resultado da desflorestacao do Cambodja.
Existem varios habitos daqui que ainda nao vos falei. Um e' comerem em qualquer lado, tanto pode ser uma sopa de noodles numa esquina no passeio etc ou simplesmente sentados em cima das scooters que aqui abundam. No passeio das ruas sao improvisados restaurantes cuja cozinha nao passa de um balde com um bico a gaz dentro com uma panela com uma sopa esverdeada de carne 'a qual se junta os vegetais crus e os noodles previamente cozidos ( ja sao comprados assim na prac,a, cozidos ). O preco destes restaurantes de rua e muito baixo e sao frequentados quase que exclusivamente por vietnamitas, cerca de 5000 Dong ( 1Euro = 20.000 Dong ).
A grande parte das pessoas come fora de casa, comem sentados ao balcao do seu negocio ou sentados no passeio na rua. Esres restaurantes, os melhores, tem uma esplanada improvisada de cadeiras de plastico iguais as nossas mas no tamanho para crianc,a. Ali'as aqui ate nas casas de banho as loicas sao colocadas mais baixo e ate os carrinhos da bagagem dos aeroportos e' pequeno, tanto que para andar com eles temos que nos curvar, afinal de contas este e' um pai's de pessoas pequenas.

Helder, Pinta e Sonia
09 de Setembro de 2005

Sexta-feira, Setembro 09, 2005

Mercados flutuantes e assim assim..

O delta do Mekong tinha originalmente 8 canais, e como este numero para os vietnamitas e um numero mau, um numero de pouca sorte, eles construiram um nono canal ( 9 numero de muita sorte ) para que prefizesse o delta dos 9 dragoes.

Na cidade de Can Tho passa um dos bracos do delta do Mekong, aqui nesta cidade portuaria onde confluem as gentes de todos os lados para vender os seus produtos, organizando-se assim dois mercados um flutuante e um em terra. Percorremos ambos um a bordo de um barco e o outro a pe numa extensao de 1 Km aproximadamente. Pode-se ver uma grande variedade de produtos, desde o bufalo, aos sapos vivos para o almoco, ao peixe gato, enguia, cobra, etc.
Existe uma variedade de frutas e vegetais, muitas delas nossas conhecidas por via da globalizacao e outras completamente desconhecidas. Tive oportunidade de experimentar algumas destas iguarias, serpente por exemplo, e bom mas nada de especial, e uma carne rija e sem grande sabor. A Pinta e a Sonia ficaram-se pela pizza, um prato tipico tambem.. Existe aqui uma grande variedade de cervejas vietnamitas, Tiger, 333 ( Ba Ba Ba em vietnamita ), Saigon e outras..

De regresso a Saigao tive a oportunidade de comprar uma T-shirt por um Dolar do Hard Rock Cafe de Saigao, a particularidade deste hard rock em relacao aos outros e que o que existe e falso, nao pertence a cadeia internacional e simplesmente e' mais uma falsificacao vietnamita, brilhante...


Helder , Pinta e Sonia
08 de Setembro de 2005

Quinta-feira, Setembro 08, 2005

Arroz e H2O

A paisagem muda mas as pessoas sao as mesmas, o mesmo olhar esguio e timido, o mesmo sorriso aberto. Chegam mesmo a dizer obrigado quando lhe tiramos uma foto ( i'm in heaven ). Agora que percorremos a parte sul do Pais onde existe um grande delta de 9 bracos do rio Mekong comecasse a ver o que move este pais, a agua, por todo o lado, e o arroz. Campos e campos de arroz, ate no separadores da "auto-estrada". Fazem tres colheitas por ano das quais grande parte para exportacao dado serem o 4 maior produtor de arroz do mundo.

As pessoas trabalham de sol a sol por 4 dolares/dia, mulheres e ate gravidas partilham lado a lado as dores nas costas de uma vida dura. Aqui eles enterram os mortos nos campos de arroz, onde os filhos possam olhar as campas dos pais e honra-los trabalhando para terem uma vida melhor, e para que os filhos nao se esquecam dos pais e de os honrar..

Ao subirmos um dos milhares de canais do Mekong a caminho de uma antiga base VC sentimos o pulso da vida junto da sempre presente agua e como eles nao se parecem importar com o facto de ela estar sempre no centro da sua vida e como gestora do tempo das suas colheitas. Existe pobreza, mas fome nao. Ao menos isso.

Helder, Filipa e Sonia
07 de Setembro de 2005

Apocalipse Now





E dificil de imaginar sentado no sofa a ver o filme aqui8lo que o outro lado passou e sentiu. E dificil perceber ate se estar enfiado num buraco onde o ar e quente humido e com cheiro a terra e onde viveram e combateram 60 mil pessoas durante anos. Esta rede de tuneis atinge os 250Km e possui tres niveis, o primeiro e habitacional o segundo de armazem e o terceiro de bunker, atingindo este 9 metros de profundidade de modo a escapar as bombas dos bombardeiros B'52.

O tunel que percorrremos foi alargado pois o original tinha apenas 50 com de altura por 40 de largura. Impossivel respirar, quanto mais viver a 9 metros de profundidade de onde so se pode sair para morrer. Ha quem nao tenha escolha, estes nao tiveram.
Este foi o dia dedicado a guerra, percorremos o museu da guerra onde sao mostradas as atrocidades cometidas pelos yankees e onde e feita ao vesitante uma autentica lavagem cerebral, no entanto nao e preciso ir muito longe para ver as pessoas vitimas da guerra mutiladas ainda pelas bombas e pelos quimicos e que percorrem as ruas pedindo esmola.

No entanto e impressionante ver o verdadeiro rosto deste povo, aberto, muito simpatico e sempre sempre com um sorriso. As pessoas dizem adeus quando passamos, tomam a iniciativa no sorriso e nao procuram o nosso dinheiro.
Tem sido dificil habituar a comer apenas com os pauzinhos pois na esmagadora maioria dos lugares nao ha talheres, demora-se um pouco mais mas vai-se comendo.
A comida e completamente diferente da que estamos habituados, nao tem temperos nem se parece em nada com a comida chinesa. Os temperos sao postos a parte e postos a gosto e os vegetais sao comidos crus. Muiota sopa de noodles "Pho" e com pouca carne ou peixe.



Este pais vale pelo seu povo e pela sua cultura e nao pela sua historia recente.
Helder, Pinta e Sonia
06 de Setembro de 2005

Terça-feira, Setembro 06, 2005


GOOOOOOOOOOOOOOOOD........
MORNING VIETNAM

Calor, Calor, Calor..
Apos isto so mesmo depois de um duche no hotel para depois sair e ver as vistas..
Percorrer as ruas desta cidade de Richo e uma verdadeira aventura, a todo o momento e a toda a hora ha buzinas motas e bicicletas a cruzar as ruas em contra mao os cruzamentos e as rotundas servem para seguir a direito, aqui cada um traca o seu caminho sem grande preocupacao com os outros, eles la vao parando e vao-se cruzando e nunca nunca batem, e incrivel.. se ha povo equilibrado em duas rodas e este..
Chinatown com os seus mercados onde se pode encontrar desde a peuga ao peixe seco, vivo e assim assim, a caixa de plastico ao relogio da moda.. imaginem cerca de 2000 lojas dentro de ... um meio campo de futebol.. nao ha mosquitos neste mercado.. nao conseguem entrar com tanta gente e coisas la dentro.. maravilha..

E sem duvida o outro lado do mundo.. as pessoas sao muito simpaticas e ainda sorriem para as fotografias sem nos pedirem dinheiro.. compra-se de tudo e vende-se de tudo, na foto ao lado sao chinelos.




E muito seguro andar nas ruas, mesmo a noite.. sem duvida um lugar a visitar. Mesmo para um monge tibetano como eu.. ehehehhe
Beijos e abracos from Vietnam..
Helder, Pinta e Sonia
05 de Setembro de 2005


Segunda-feira, Setembro 05, 2005

Singapura.. a meca das multas



Carissimos,
Apos um fabuloso voo de 12 horas a bordo de um Boing Jumbo 747 com um LCD individual com 100 canais de televisao e acreditem.. nintendo com jogos, uma aplicacao para aprender linguas ( espantem-se ) com menus em portugues, video on-demand, audio on-demand e com controlo remoto.. e o proprio controlo remoto e tambem telefone onde se pode ligar para qualquer lugar do mundo por 6 dolares /min e isto tudo em classe economica.. claro que com isto tudo para fazer, nao consegui dormir. O pior e que aqui sao 7:30 da manha e para mim ainda e meia noite.. enfim, daqui a 3 horas chegamos ao nosso destino .. Saigao..
Este post nao tem assentos nas palavras porque o teclado tb nao os tem..ehehehhe
Para que saibam fumar aqui ou deitar um papel para o chao custa a modica quantia de 1000 dolares de Singapura ou seja ( 500 Euros ) ..
Ate la novamente..
Helder, Pinta e Sonia
04 de Setembro de 2005
PS: A internet e gratuita no aeroporto com imensos pontos de acesso.